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Finanças comportamentais em tempos de incertezas.

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Muito do que havia sido planejado para 2020 terá de ser repensado, postergado ou até adiado. Grande parte das pessoas perderam o emprego ou tiveram sua renda afetada e alguns se sentem como se tivessem perdido sua identidade, seus status.

Se esta fase está tirando seu sono, lembre-se de que antes de sermos profissionais da saúde, do comércio, do mercado financeiro ou empreendedores de qualquer ramo, somos todos humanos. Estamos no mesmo barco, passamos pelos mesmos anseios, incertezas e em muitos momentos nos sentimos vulneráveis.

Ninguém poderia prever a data e os impactos que um novo vírus traria na vida de cada um de nós.

Não estávamos preparados emocionalmente – e muitos, nem financeiramente – para enfrentar este desafio.

Mas a forma como lidamos com este novo contexto é o que fará a diferença. O comportamento de cada um diante da crise é uma questão de escolha. E é sobre isso que iremos falar.

A boa relação com as finanças vai muito além de números ou planilhas.

São as emoções que muitas vezes nos levam a tomar decisões impensadas, precipitadas, equivocadas. Somos influenciados pelos medos e pela falta de conhecimento.

Embora as boas práticas da educação financeira sejam amplamente divulgadas, poucos brasileiros aplicam de fato os hábitos para uma vida financeira saudável.

Estamos em um país que infelizmente a maioria não tem reservas. O governo não tem reservas, as empresas não têm reservas, as famílias não têm reservas.

Agora, mais do que nunca, a teoria passa a fazer muito mais sentido. A crise nos convida a olhar para nós mesmos, para nossos objetivos e para a forma como queremos viver daqui para a frente.

Nenhum evento recente pode ser comparado com os impactos que o corona vírus tem gerado no mundo dos investimentos. Muitas aplicações de renda fixa, assim como de renda variável, têm passado por grandes volatilidades. Mas isso não significa que uma estratégia seja melhor do que a outra. Elas continuarão coexistindo e o mercado financeiro possui investimentos para todos os perfis, prazos e objetivos. Porém, a receita ideal é diferente para cada um.

Nesse momento, mais importante do que buscarmos qualquer recomendação de investimentos, é ampliarmos o olhar para toda a nossa vida financeira.

Estamos falando em repensar e replanejar nossos objetivos, avaliar o que de fato faz sentido. Será que aquela viagem que precisei postergar ainda custará o mesmo valor daqui a um ou dois anos? Será que ela continuará nos meus planos?

Pense também sobre o valor de uma proteção.

Experimente calcular os riscos existentes em sua vida. É possível minimizar os efeitos negativos de uma futura interrupção da renda, de uma incapacidade temporária, uma invalidez, ou até mesmo uma morte prematura no caso daqueles que possuem dependentes econômicos.
A utilização de determinados seguros faz parte de um planejamento financeiro completo e consistente.  Precisamos lembrar que o dinheiro é meio, e não o final.

Aproveite esta fase para refletir sobre a vida que você quer e, se possível, converse com um profissional para te ajudar a construir este caminho.

 

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